Associação Portuguesa dos Guias-Intérpretes e Correios de Turismo
Associação Portuguesa dos Guias-Intérpretes e Correios de Turismo

Fortalezas da fronteira, da raia seca ao litoral

Percursos e Identidade
26 Novembro, 2020
15h00 - 17h00
Online
Inscrições até: 2020-11-25
Formador: Augusto Moutinho Borges
Sócios AGIC: Grátis €
Estudantes: €
Guias-Intérpretes não sócios: 5,00€ €
Observações:

Desde a fundação da nacionalidade portuguesa, em 1143, que um dos objetivos régios foi dotar a fronteira com construções defensivas, quer de cariz medieval, quer de transição, quer ainda abaluartada, motivo pelo qual Portugal está humanizado com uma paisagem de castelos, atalaias, fortalezas e redutos. A par destas construções as igrejas cumpriam, muitas vezes, estas mesmas funções defensivas, tornando-se as fortalezas da raia seca e litoral um excelente porto de abrigo para a população, durante os diversos conflitos entre os reinos ibéricos.

No presente, as fortalezas da raia constituem-se como elos patrimoniais cada vez mais procurados para a interação turística, potenciando-se a recuperação do património para valorização temática, a candidatar a um reconhecimento internacional pela UNESCO, da qual as muralhas de Évora e de Elvas já integram a prestigiada listagem.

Não só do lado português como do lado espanhol, as fortalezas da raia constituem-se elementos catalisadores de grandes fluxos turísticos, criando eixos patrimoniais em grande expansão, podendo centrar em quatro fortalezas principais novos roteiros a potenciar: Elvas, no Alentejo, Almeida, na Beira, Valença do Minho, a norte, e Peniche no litoral.

Vamos, além destas grandes fortalezas nacionais, complementar conteúdos com outras importantes construções defensivas, quer em Portugal, quer em Espanha, onde a ideologia da guerra do passado se torna um produto económico no presente. 

Bibliografia recomendada (as obras indicadas não dispensam leituras complementares para cada módulo)

BOIÇA, Joaquim, et alii, As Fortificações Marítimas da Costa de Cascais. Lisboa: Quetzal, 2001.

BORGES, Augusto Moutinho, Almeida. Maia: CM Almeida, 1999.

BORGES, Augusto Moutinho, Castelo Mendo. Maia: CM Almeida, 1999.

BORGES, Augusto Moutinho, Guaritas: Arte e Engenho. Lisboa: By the Book, 2011.

BORGES, Augusto Moutinho, Palácios e Casas Nobres de Almeida e Ciudad Rodrigo. Lisboa: By the Book, 2019.

BORGES, Augusto Moutinho, Palácios do Exército. Lisboa: By the Book, 2018.

BORGES, Augusto Moutinho, Museus do Exército. Lisboa: By the Book, 2017.

BORGES, Augusto Moutinho, Santo António Militar. Lisboa: By the Book, 2019.

CARITA, Rui, Escudo do Reino, a Fortaleza de S. Julião da Barra. Lisboa: Ministério Defesa Nacional, 2007.

DARMAS, Duarte, Livro das Fortalezas (reedição). Lisboa: INAPA, 2006.

DUARTE, António Paulo David, As Linhas de Elvas, 1659. Lisboa: Tribuna da História, 2003.

FALHAS, Susana, Aldeias Históricas de Portugal: Guia Turístico. Lisboa: Olho de Turista, 2013.

GARCIA. José Manuel, A Magnífica Torre de Belém, 500 Anos. Lisboa: Verso da História, 2014.

GOMES, Rita Costa. Castelos da Raia: Beira. Lisboa: IPPAR, 1996.

GOMES, Rita Costa. Castelos da Raia: Trás-os-Montes. Lisboa: IPPAR, 2001.

INATEL (vários autores), Aldeias Históricas de Portugal. Lisboa: INATEL, 2000.

JESUÍNO, Rui, Elvas Antiga. Elvas: Booksfactory, 2020.

RAMALHO, Margarida Magalhães, Aldeias Históricas de Portugal. Lisboa: INAPA, 2006.

SILVA, Custodio Vieira da, Paços Medievais Portugueses. Lisboa: DGPC, 1995.

            Vários Autores, Évora e Elvas: Roteiro Turístico do Património Mundial. Porto: Porto Editora, 2016.

Formador/a

Augusto Moutinho Borges
Doutor em História das Ciências da Saúde, pela Universidade Nova de Lisboa, com a tese “Reais Hospitais em Portugal, 1640-1834”, Especialista em Turismo e Lazer, Mestre em Turismo e Património e Licenciado em Ciências Históricas. É investigador da Universidade de Lisboa, CLEPUL, e da Cátedra em Estudos Globais da Universidade Aberta. Académico Correspondente da Academia Portuguesa da História, Membro Correspondente do Conselho Científico da Comissão Portuguesa de História Militar-Ministério da Defesa Nacional, Membro do Conselho Científico da Revista Almansor da CM Montemor-o-Novo. Prémio Defesa Nacional 2007, Prémio SOS Azulejo 2010 – Investigação, Prémio APOM 2019 – Investigação. Reconhecido especialista na vertente da história e do turismo militar em Portugal, desenvolvendo estudos críticos directamente relacionados com a saúde militar, entre outras áreas do saber. Tem 30 livros e 165 artigos científicos publicados, tendo proferido diversas conferências e participado em encontros científicos de relevância internacional. Depois de ter desempenhado funções de docência no ensino superior exerce funções de Diretor e Curador da Casa Memória Solar São João, em Almeida, uma das 12 Aldeias Históricas de Portugal. É consultor e formador nas áreas de História, do Turismo e Património.

Condições de participação

 

a) As actividades estão abertas à participação de guias-intérpretes e correios de turismo, sócios da AGIC e outros que possuem o mesmo grau de formação exigido aos sócios desta associação;

b) As actividades estão abertas também a estudantes dos Cursos de Turismo reconhecidos pela AGIC, com uma redução de 50% sobre o preço geral (não-sócios);

c) A inscrição deverá ser feita online e o pagamento deverá ser feito depois que a AGIC tenha confirmado a inscrição, exclusivamente por transferência bancária para o IBAN PT50 0010 00003381169000190;

d) Prazo limite de inscrições e respectivo pagamento: até 1 semana antes da realização da actividade;

e) Em caso de cancelamento por parte do guia não há lugar a devoluções. O valor já pago poderá transitar para outra actividade com custo igual, ou para benefício do próprio ou para benefício de outro guia-intérprete ou correio de turismo;

f) Em caso de cancelamento por parte da AGIC (que ocorra mormente devido à falta de inscrições) o valor já pago poderá transitar para outra actividade com custo igual, ou para benefício do próprio ou para benefício de outro guia-intérprete ou correio de turismo, ou pode ainda ser alvo de análise, caso a caso, por exemplo, no caso de ser a última actividade da época 2020/2021.

Inscrição

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