Associação Portuguesa dos Guias-Intérpretes e Correios de Turismo
Associação Portuguesa dos Guias-Intérpretes e Correios de Turismo

Fortificações da Linha

Defesa de Lisboa e Património
Fortificações da Linha
Inscrições: Fechado
23 Dezembro 2020
15h00 - 17h00
Online
Inscrições até: 2020-12-22
Formador: Augusto Moutinho Borges
Sócios AGIC: Grátis €
Estudantes: €
Guias-Intérpretes não sócios: €

Desde a instalação da corte em Lisboa, nos primórdios da nacionalidade, que uma das preocupações régias foi a defesa da entrada do rio Tejo, não só contra invasores como contra atos de pirataria provenientes do Norte de África. Cedo começaram a ser construídas linhas defensivas, alicerçadas no saber teórico e técnico dos arquitetos, dos pedreiros e dos engenheiros militares portugueses, contribuindo para a formação de uma das principais escolas da arte de edificar fortalezas.

O rei D. Manuel I (1469-1521) mandou construir uma das primeiras obras de arte fortificadas à moderna em Portugal, caracterizada põe ser uma torre de cariz medieval, voltada para terra, e um baluarte, para o rio. Tornou-se este elemento de transição, entre a arquitetura medieval e a arquitetura abaluartada, a grande referência modelar europeia a seguir noutros pontos defensivos.

Com o deflagrar das Guerras da Aclamação (1640-1668), novas fortificações foram edificadas, compreendendo uma estrutura defensiva constituída por uma Cidadela (Cascais), Fortaleza (S. Julião da Barra), Fortes, Redutos, Baterias, Torres e Atalaias, complementada por linha de Baterias Antiaéreas já século XX.

Hoje a classificação da Torre de S. Vicente (Belém) como Património UNESCO, abriu perspectivas para uma linha de fortificações a musealizar entre Belém e o Guincho, constituindo-se um programa patrimonial e cultural único e, quem sabe, a candidatar a Património UNESCO integral.

Bibliografia recomendada 
(as obras indicadas não dispensam leituras complementares para cada módulo)

BOIÇA, Joaquim, et alii, As Fortificações Marítimas da Costa de Cascais. Lisboa: Quetzal, 2001.

BORGES, Augusto Moutinho, Almeida. Maia: CM Almeida, 1999.

BORGES, Augusto Moutinho, Castelo Mendo. Maia: CM Almeida, 1999.

BORGES, Augusto Moutinho, Guaritas: Arte e Engenho. Lisboa: By the Book, 2011.

BORGES, Augusto Moutinho, Palácios e Casas Nobres de Almeida e Ciudad Rodrigo. Lisboa: By the Book, 2019.

BORGES, Augusto Moutinho, Palácios do Exército. Lisboa: By the Book, 2018.

BORGES, Augusto Moutinho, Museus do Exército. Lisboa: By the Book, 2017.

BORGES, Augusto Moutinho, Santo António Militar. Lisboa: By the Book, 2019.

CARITA, Rui, Escudo do Reino, a Fortaleza de S. Julião da Barra. Lisboa: Ministério Defesa Nacional, 2007.

DARMAS, Duarte, Livro das Fortalezas (reedição). Lisboa: INAPA, 2006.

DUARTE, António Paulo David, As Linhas de Elvas, 1659. Lisboa: Tribuna da História, 2003.

FALHAS, Susana, Aldeias Históricas de Portugal: Guia Turístico. Lisboa: Olho de Turista, 2013.

GARCIA. José Manuel, A Magnífica Torre de Belém, 500 Anos. Lisboa: Verso da História, 2014.

GOMES, Rita Costa. Castelos da Raia: Beira. Lisboa: IPPAR, 1996.

GOMES, Rita Costa. Castelos da Raia: Trás-os-Montes. Lisboa: IPPAR, 2001.

INATEL (vários autores), Aldeias Históricas de Portugal. Lisboa: INATEL, 2000.

JESUÍNO, Rui, Elvas Antiga. Elvas: Booksfactory, 2020.

RAMALHO, Margarida Magalhães, Aldeias Históricas de Portugal. Lisboa: INAPA, 2006.

SILVA, Custodio Vieira da, Paços Medievais Portugueses. Lisboa: DGPC, 1995.

            Vários Autores, Évora e Elvas: Roteiro Turístico do Património Mundial. Porto: Porto Editora, 2016.

Formador/a

Augusto Moutinho Borges
Doutor em História das Ciências da Saúde, pela Universidade Nova de Lisboa, com a tese “Reais Hospitais em Portugal, 1640-1834”, Especialista em Turismo e Lazer, Mestre em Turismo e Património e Licenciado em Ciências Históricas. É investigador da Universidade de Lisboa, CLEPUL, e da Cátedra em Estudos Globais da Universidade Aberta. Académico Correspondente da Academia Portuguesa da História, Membro Correspondente do Conselho Científico da Comissão Portuguesa de História Militar-Ministério da Defesa Nacional, Membro do Conselho Científico da Revista Almansor da CM Montemor-o-Novo. Prémio Defesa Nacional 2007, Prémio SOS Azulejo 2010 – Investigação, Prémio APOM 2019 – Investigação. Reconhecido especialista na vertente da história e do turismo militar em Portugal, desenvolvendo estudos críticos directamente relacionados com a saúde militar, entre outras áreas do saber. Tem 30 livros e 165 artigos científicos publicados, tendo proferido diversas conferências e participado em encontros científicos de relevância internacional. Depois de ter desempenhado funções de docência no ensino superior exerce funções de Diretor e Curador da Casa Memória Solar São João, em Almeida, uma das 12 Aldeias Históricas de Portugal. É consultor e formador nas áreas de História, do Turismo e Património.

Condições de participação

 

a) As actividades estão abertas à participação de guias-intérpretes e correios de turismo, sócios da AGIC e outros que possuem o mesmo grau de formação exigido aos sócios desta associação;

b) As actividades estão abertas também a estudantes dos Cursos de Turismo reconhecidos pela AGIC, com uma redução de 50% sobre o preço geral (não-sócios);

c) A inscrição deverá ser feita online e o pagamento deverá ser feito depois que a AGIC tenha confirmado a inscrição, exclusivamente por transferência bancária para o IBAN PT50 0010 00003381169000190;

d) Prazo limite de inscrições e respectivo pagamento: até 1 semana antes da realização da actividade;

e) Em caso de cancelamento por parte do guia não há lugar a devoluções. O valor já pago poderá transitar para outra actividade com custo igual, ou para benefício do próprio ou para benefício de outro guia-intérprete ou correio de turismo;

f) Em caso de cancelamento por parte da AGIC (que ocorra mormente devido à falta de inscrições) o valor já pago poderá transitar para outra actividade com custo igual, ou para benefício do próprio ou para benefício de outro guia-intérprete ou correio de turismo, ou pode ainda ser alvo de análise, caso a caso, por exemplo, no caso de ser a última actividade da época 2020/2021.

Antes de se inscrever, tenha em atenção se as inscrições estão abertas.

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